
A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira, dia 9 de setembro de 2026, pedindo acesso a documentos, provas e relatórios das investigações que envolvem a atuação da Polícia Federal e de ministros do STF no caso Banco Master. O pedido foi apresentado à presidência do tribunal, atualmente nas mãos do ministro Luiz Edson Fachin.
A entidade quer acesso aos materiais reunidos na petição 16.704, aberta por Fachin para concentrar os procedimentos ligados à crise. O pedido inclui documentos da petição 16.662, relatada pelo ministro André Mendonça, que traz informações sobre a rede de influência de Daniel Vorcaro, fundador do Master, e conversas dele com o ministro Alexandre de Moraes. Também entram no pedido documentos do inquérito das fake news, de número 4.781.
A OAB ainda pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se afaste do procedimento, já que ele mesmo foi chamado a prestar esclarecimentos sobre fatos do caso. A entidade quer que o MPF seja representado pelo substituto legal de Gonet, com base no artigo 27 da Lei Complementar número 75 de 1993.
A entidade também pediu a abertura de procedimentos para investigar possíveis crimes ligados aos fatos, inclusive envolvendo autoridades dos poderes da República.
O caso está no centro de uma crise no STF: Mendonça pediu investigação de Moraes por suposto envolvimento com Vorcaro; Moraes pediu investigação de Mendonça por abuso de autoridade. Fachin unificou os pedidos, afastou Moraes do inquérito das fake news e suspendeu as decisões sobre o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mantendo-o no cargo. O plenário do STF vai julgar se abre investigação contra Alexandre de Moraes no dia 15 de setembro, em sessão aberta.
Fonte: Poder360




