
Aliados do governo estão insatisfeitos com a atuação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na crise envolvendo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
Dentro do governo, a avaliação é que Wellington ficou omisso num momento em que deveria ter agido. Esperava-se que ele fosse o interlocutor entre o Planalto e o Judiciário, servindo de ponte institucional para reduzir a tensão. Mas isso não aconteceu. Palavras como "apagado" e "nulo" foram usadas por governistas para descrever a postura do ministro.
Como a Polícia Federal é subordinada ao Ministério da Justiça, o entendimento é que cabia a Wellington fazer esse papel e evitar que o presidente Lula precisasse tratar do assunto publicamente. O episódio ampliou a insatisfação do Planalto com o desempenho do ministro.
Dias depois da crise eclodir, o ministério publicou nas redes sociais um vídeo com Wellington em defesa da PF. O Ministério da Justiça também divulgou uma nota à imprensa reafirmando a "autonomia investigativa" da Polícia Federal, dizendo que todas as investigações seguirão com independência, rigor técnico e estrita observância da lei, sem exceções.
Fonte: Poder360




