
O PT está em alerta nas semanas que antecedem o primeiro turno. Aliados de Lula falam abertamente num "medo real" pela imprevisibilidade do momento, especialmente por causa dos "vazamentos seletivos" de inquéritos da Polícia Federal ligados ao caso do Banco Master.
Na quarta-feira (9.set.2026), o presidente Lula cobrou a "quebra completa do sigilo" das investigações sobre o Master. A declaração veio logo após uma crise no STF: na terça (8.set), o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino mandou reintegrá-lo. O presidente do Supremo, Fachin, então suspendeu as decisões dos dois ministros, mantendo Rodrigues no cargo, mas anulando os efeitos da ordem de Dino.
O deputado Paulo Guedes (PT-MG) disse ao Poder360 que Lula "respeita as instituições" e "não tem ministro de estimação". Ele rebateu tentativas de adversários de associar o presidente a Alexandre de Moraes, lembrando que o ministro foi indicado por Michel Temer, do MDB. Nos bastidores, porém, petistas avaliam que o governo se abraçou "demasiado" com Moraes e está pagando preço por isso. A aproximação teria ocorrido por causa da atuação de Moraes no julgamento do 8 de Janeiro, mas a relação teria estremecido depois, com desconfiança de que o ministro atuou contra a indicação de Jorge Messias ao STF.
O coordenador da campanha de Lula no Amazonas, Marcelo Ramos, alertou para o risco de "factoides" e citou o interesse da extrema-direita mundial e do governo norte-americano nas eleições brasileiras. Sobre as pesquisas que mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), Ramos disse que os números pedem "cuidado e mobilização", não desespero. Congressistas do PT também reclamam de falhas na comunicação da campanha e avaliam que a esquerda é "primária" nas redes sociais quando comparada à direita.
Fonte: Poder360




