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Notícias/SAÚDE10/09/2026· KF News

Prevenção do suicídio começa pela escuta e por reconhecer sinais de alerta nas pessoas ao redor

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio todo ano no mundo. No Brasil, só nos últimos quatro anos, esse número passou de 65 mil mortes. O suicídio é um fenômeno complexo, resultado da combinação de fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais. Não é algo que acontece de repente: é um processo que já estava em andamento na vida daquela pessoa.

Faz parte da prevenção reconhecer os sinais de alerta em diferentes faixas etárias, já que pensamentos relacionados ao suicídio podem surgir da infância ao envelhecimento. Merecem atenção: mudanças importantes de comportamento, histórico familiar, tentativas anteriores de suicídio ou episódios de autolesão, ambiente familiar difícil ou pouco acolhedor, situações de violência, relacionamentos disfuncionais, impulsividade e uso de substâncias psicoativas. Também são sinais de alerta: falar repetidamente sobre suicídio, apresentar planos detalhados, se despedir de pessoas, ter alterações de humor ou acumular medicamentos.

Diante desses sinais, a orientação é se aproximar com cuidado, oferecer espaço para conversa e ouvir sem julgar. Evite respostas simplistas ou conselhos baseados só na sua própria experiência. O mais importante é estar disponível para acompanhar a pessoa na busca por ajuda especializada, especialmente profissionais de saúde mental capacitados para avaliar o risco e indicar o tratamento adequado.

Para quem precisar de ajuda, os canais disponíveis são: o Centro de Valorização da Vida, o CVV, pelo telefone 188; o Projeto Pode Falar, voltado a adolescentes e jovens, acessível também pelo Meu SUS Digital; e a Rede de Atenção Psicossocial do SUS, que inclui Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e os Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS.

Fonte: Jovem Pan