
Donald Trump voltou a afirmar nesta segunda-feira (3) que as negociações com o Irã estão em andamento. Ele disse que cancelou um grande ataque ao país depois que a liderança iraniana teria solicitado o início de conversas diplomáticas. O governo do Irã, no entanto, negou categoricamente todas as declarações do presidente americano.
A analista de Internacional Fernanda Magnotta analisou o caso durante o CNN 360º desta segunda-feira (3) e avaliou que, nas circunstâncias atuais, o tempo favorece mais o Irã do que os Estados Unidos. Segundo Magnotta, Trump convive com pressões nas pesquisas de popularidade relacionadas à guerra, com um eleitorado que não entendeu os objetivos do conflito, que questiona os efeitos econômicos e os danos de imagem, e que tem ressalvas às perdas humanas. Além disso, as eleições de meio de mandato estão se aproximando.
"O presidente Trump tem pressa em mostrar ganhos militares de alguma forma ou, pelo menos, ganhos diplomáticos. Um conflito que se prolonga demais eleva não só o preço do petróleo, mas também a pressão sobre ele", afirmou a analista. Já o Irã, segundo Magnotta, tem operado historicamente pela lógica da resistência, tendo sobrevivido a sanções e pressões externas ao longo de décadas. A analista destacou ainda que Teerã compreendeu que o controle sobre o Estreito de Ormuz representa uma posição de força que coloca os americanos em situação desfavorável, apesar de sua superioridade em outras frentes. "Na diplomacia, quem tem mais urgência costuma negociar com menos margem. Hoje, Trump parece que quer mais e precisa mais de um acordo do que o Irã", concluiu Magnotta.
Fonte: CNN




