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Notícias/NEWS03/08/2026· KF News

Dívida pública chega a R$ 10,8 trilhões e déficit do governo supera R$ 92 bilhões no primeiro semestre

O Brasil registrou recordes de arrecadação no primeiro semestre deste ano, mas o dinheiro que entra não está sendo suficiente para cobrir os gastos. Entre janeiro e junho, o governo arrecadou R$ 1,587 trilhão, o melhor resultado para o período desde o ano 2000. Só no mês de junho, foram R$ 264,4 bilhões, o maior volume já registrado na série histórica.

Apesar disso, as contas fecharam no vermelho. O déficit acumulado no primeiro semestre chegou a R$ 92,2 bilhões. Junho foi o pior mês: o saldo negativo foi de R$ 48,2 bilhões, o pior resultado para junho desde 2023. Uma das justificativas apresentadas foi o pagamento antecipado de precatórios em março, mas os gastos continuaram elevados mesmo depois disso.

A dívida pública bruta do governo chegou a 81,9% do PIB em junho, o que representa cerca de R$ 10,8 trilhões. Esse é o maior patamar registrado pelo Banco Central em mais de cinco anos, desde abril de 2021. O custo médio da dívida pública federal nos últimos 12 meses subiu para 12,68% ao ano em junho, o maior nível desde setembro de 2016, quando estava em 12,75%.

O déficit no setor público consolidado, que inclui União, estados, municípios e estatais, passou dos R$ 55 bilhões só em junho. Segundo a análise, o governo consegue cumprir as metas do arcabouço fiscal, mas faz isso usando brechas legais, como abatimentos de precatórios e a margem de tolerância permitida. Sem esses recursos, os resultados anuais seriam negativos. A conclusão é que, sem um ajuste fiscal real, com redução de despesas, revisão de legislações e novas reformas, o país perde credibilidade, dificulta a atração de investimentos externos e mantém a instabilidade no mercado financeiro.

Fonte: Jovem Pan