
São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental de sua história. As pacientes são moradoras de Ribeirão Preto e de São José do Rio Preto. Em Santa Catarina, outros dois casos foram registrados, em moradores de Imbituba e Caçador, sendo que um deles evoluiu para morte. No Brasil, o primeiro caso havia sido registrado em 2014, no Piauí, estado que também notificou o primeiro óbito pela doença, em 2017.
A febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose, assim como dengue e chikungunya, transmitida principalmente pela picada do mosquito Culex, que circula mais no início da manhã e à noite. O vírus circula entre aves e mosquitos, e não se transmite de pessoa para pessoa pelo contato cotidiano. Em situações raras, pode ocorrer transmissão por transfusão de sangue, transplante de órgãos, da mãe para o feto ou pelo aleitamento materno.
Cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas. Quem adoece costuma sentir febre, dor de cabeça, dores musculares, náusea, cansaço e manchas na pele, entre dois e 14 dias após a picada. Menos de 1% pode desenvolver complicações neurológicas graves, como meningite, encefalite ou paralisia. Idosos acima de 70 anos e pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão têm maior risco.
Não existe vacina aprovada para humanos nem antiviral específico. O tratamento é de suporte, com repouso, hidratação e medicamentos para aliviar os sintomas. Casos graves podem exigir internação e cuidados intensivos. A prevenção inclui eliminar água parada, usar repelente, roupas compridas e telas em portas e janelas.
Fonte: Jovem Pan




