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Notícias/SAÚDE25/08/2026· KF News

São Paulo e Santa Catarina confirmam primeiros casos de febre do Nilo Ocidental, com uma morte

São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental de sua história. As pacientes são moradoras de Ribeirão Preto e de São José do Rio Preto. Em Santa Catarina, outros dois casos foram registrados, em moradores de Imbituba e Caçador, sendo que um deles evoluiu para morte. No Brasil, o primeiro caso havia sido registrado em 2014, no Piauí, estado que também notificou o primeiro óbito pela doença, em 2017.

A febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose, assim como dengue e chikungunya, transmitida principalmente pela picada do mosquito Culex, que circula mais no início da manhã e à noite. O vírus circula entre aves e mosquitos, e não se transmite de pessoa para pessoa pelo contato cotidiano. Em situações raras, pode ocorrer transmissão por transfusão de sangue, transplante de órgãos, da mãe para o feto ou pelo aleitamento materno.

Cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas. Quem adoece costuma sentir febre, dor de cabeça, dores musculares, náusea, cansaço e manchas na pele, entre dois e 14 dias após a picada. Menos de 1% pode desenvolver complicações neurológicas graves, como meningite, encefalite ou paralisia. Idosos acima de 70 anos e pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão têm maior risco.

Não existe vacina aprovada para humanos nem antiviral específico. O tratamento é de suporte, com repouso, hidratação e medicamentos para aliviar os sintomas. Casos graves podem exigir internação e cuidados intensivos. A prevenção inclui eliminar água parada, usar repelente, roupas compridas e telas em portas e janelas.

Fonte: Jovem Pan