
O mercado brasileiro de milho encerrou a quinta-feira (23) com valorização nos contratos futuros da B3. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 70,75 por saca, com alta de R$ 0,64 no dia e ganho semanal de R$ 2,35. Novembro de 2026 foi a R$ 74,75, com avanço de R$ 2,59 na semana. Já janeiro de 2027 chegou a R$ 77,40, com valorização de R$ 2,93 na semana — contratos para 2027 voltaram a superar a marca de R$ 77 por saca.
Na sexta-feira (24), tanto a B3 quanto a Bolsa de Chicago registraram leve recuo, num movimento considerado técnico após a sequência de altas. Em Chicago, as quedas ocorreram depois que o mercado já havia precificado alertas de calor intenso sobre estados produtores dos Estados Unidos, como Minnesota, Iowa, Nebraska, Missouri e parte do Texas.
No lado positivo, a Anec elevou a projeção de embarques de milho em julho para 3,70 milhões de toneladas, volume 7,6% acima do estimado na semana anterior. O indicador do Cepea registrou alta acumulada de 3,48% nos últimos sete dias.
No mercado físico, as negociações seguiram seletivas. No Rio Grande do Sul, os preços oscilaram entre R$ 57 e R$ 65, com média estadual de R$ 59,04. Em Santa Catarina, a diferença entre compradores, que ofertavam cerca de R$ 55, e vendedores, que pediam em torno de R$ 60, travou negócios. No Paraná, a colheita da segunda safra atingiu 29% da área, com 81% das lavouras em boas condições, e os preços variaram de R$ 50,35 a R$ 60,09 por saca. No Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 47,57 e R$ 50, sustentadas pela forte demanda da indústria de etanol de milho e bioenergia. Analistas avaliam que o mercado segue com viés positivo, influenciado pelo bom ritmo das exportações e pela evolução do clima nos Estados Unidos.
Fonte: Portal Agroneg.




