
A Polícia Federal entregou nesta quinta-feira, dia 17 de setembro, a íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para os gabinetes dos ministros Luiz Fux e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O material é exatamente o mesmo que a corporação já tinha disponibilizado aos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes na segunda-feira, dia 14 de setembro, conforme confirmado pelo Metrópoles.
Fux e Mendonça tinham feito o pedido de acesso na quarta-feira, dia 16, logo após uma sessão do STF que discutiu as mensagens atribuídas a Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. Aquela sessão terminou sem decisão definitiva sobre a abertura de investigação, porque o ministro Flávio Dino pediu vista do processo.
Antes disso, na semana, Zanin tinha pedido a Mendonça acesso ao conteúdo do celular. Mendonça respondeu que os elementos necessários já estavam disponíveis para análise e que entregar a íntegra poderia "tumultuar" a sessão. Ele disse que tinha uma cópia completa dos dados em seu gabinete, mas que ela estava lacrada. A PF então comunicou ao presidente do STF, Edson Fachin, que também mantinha uma cópia do material e que podia fornecer versões idênticas aos ministros sem comprometer a cadeia de custódia. Foi assim que Zanin e Gilmar solicitaram diretamente à corporação o acesso ao material.
Depois que os dados vieram a público, surgiram conversas entre Vorcaro e Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, além de diálogos com menções ao ministro Kassio Nunes Marques. Durante a sessão de terça, Mendonça disse que só soube naquele momento das referências aos colegas e reafirmou que o material em seu gabinete permanecia lacrado. Gilmar Mendes criticou publicamente a atuação de Mendonça e Fux no caso, e Mendonça rebateu dizendo que havia preocupação seletiva com a exposição de terceiros nas mensagens divulgadas.
Fonte: Metropoles




