
O agronegócio brasileiro encerrou agosto de 2026 com superávit comercial de US$ 13,49 bilhões, alta de 6,9% na comparação com agosto de 2025. As exportações do setor totalizaram US$ 15,18 bilhões e as importações ficaram em US$ 1,68 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo. A balança comercial total do Brasil registrou saldo positivo de US$ 7,39 bilhões no mês, resultado 23,8% superior ao do mesmo período do ano passado.
A soja em grãos foi o principal produto exportado, movimentando US$ 4,41 bilhões, com crescimento de 14%. Outros produtos que se destacaram foram: café verde, com alta de 24,1%; celulose, com avanço de 30,2%; farelo de soja, com crescimento de 35,9%; e carne de frango in natura, com expansão de 39,4%. A exportação de bovinos vivos cresceu 182,6% e atingiu o maior valor mensal já registrado na série histórica do produto.
O bom desempenho do frango foi impulsionado pela retomada das compras da China, que havia suspendido as importações da proteína brasileira entre maio e novembro de 2025 por causa da ocorrência de gripe aviária. Do outro lado, carne bovina in natura recuou 19,7%, milho caiu 25,3%, açúcar de cana em bruto despencou 41,9% e suco de laranja teve a maior retração entre os principais itens, com queda de 47,4%.
Em São Paulo, as exportações do agronegócio recuaram 16,6%, totalizando US$ 2,04 bilhões. A queda foi puxada pelo complexo sucroenergético: açúcar de cana em bruto caiu 45%, açúcar refinado recuou 21,2%, álcool etílico despencou 58,9% e suco de laranja caiu 58,5%. A Faesp apontou que o menor volume embarcado pesou mais do que a queda dos preços médios. Apesar da retração, o agronegócio paulista manteve superávit de US$ 1,6 bilhão, valor 21,7% abaixo do registrado em agosto de 2025. No campo positivo de São Paulo, farelo de soja avançou 160,9%, café solúvel cresceu 169,8% e algodão não cardado nem penteado subiu 136,8%.
Fonte: Portal Agroneg.




