
Um novo estudo publicado em 22 de agosto no Archives of Gerontology and Geriatrics acompanhou 5.674 adultos nos Estados Unidos por quase sete anos. Ao longo desse período, 373 participantes morreram. A pesquisa chegou a uma conclusão importante: a combinação entre gordura na barriga e pouca força muscular pode ser um indicador de risco de morte mais eficaz do que o IMC, que é hoje um dos principais parâmetros usados na prática clínica.
Os pesquisadores mediram a gordura abdominal pelo diâmetro da barriga. Sozinha, essa medida não mostrou relação significativa com mortalidade. Já a força foi avaliada pelo aperto de mão, de forma proporcional ao tamanho do corpo de cada pessoa, e não apenas pela força total.
Quem tinha menos força relativa apresentou risco de morte cerca de 60% maior. Quando essa fraqueza apareceu junto com o excesso de gordura abdominal, o risco subiu para 97% maior em comparação com quem não tinha essas duas características. Os resultados se mantiveram mesmo levando em conta idade, renda, hábitos de vida e presença de doenças.
Essa combinação tem nome: obesidade dinapênica. Estudos anteriores já associaram esse quadro a maior risco de morte. Os autores explicam que o diâmetro da barriga detecta melhor a gordura visceral, aquela que fica ao redor dos órgãos. E a força relativa ajuda a identificar fraqueza até em quem tem mais massa corporal.
Apesar dos resultados, os pesquisadores alertam que ainda são necessárias mais evidências antes de adotar essas medições na rotina. Eles reforçam que nenhum indicador sozinho é suficiente para prever a saúde futura, e que o IMC continua útil, mas deve ser analisado junto com força muscular, mobilidade e composição corporal.
Fonte: Metropoles - Saúde




