
O Conselho Curador do FGTS aprovou um reforço de R$ 500 milhões no orçamento de descontos do Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o volume total de recursos disponível para desconto em 2026 sobe de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões. A medida vale para as faixas 1 e 2 do programa, que atendem famílias com renda mensal de até R$ 5.000.
A suplementação foi pedida pela Cbic, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Segundo a entidade, dos R$ 12,5 bilhões originalmente previstos, cerca de R$ 7,8 bilhões já tinham sido consumidos. O presidente da Cbic, Eduardo Aroeira Almeida, explicou que o desconto do FGTS é fundamental porque o financiamento não cobre 100% do valor do imóvel, e muitas famílias têm dificuldade de reunir o dinheiro da entrada.
Segundo Johnny Ferreira dos Santos, coordenador-geral de Gestão do FGTS no Ministério das Cidades, o reforço vai direto para os descontos das famílias. Só em julho, 32,3 mil famílias foram beneficiadas com descontos que somaram quase R$ 1,1 bilhão. Até julho de 2026, mais de 200 mil famílias já tinham recebido o benefício. A projeção do Ministério das Cidades é chegar a 376 mil famílias beneficiadas até o fim do ano.
No segundo trimestre de 2026, 62.129 das 107.161 unidades lançadas no país estavam enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, representando 58% do total — a maior participação desde 2019, quando a Cbic e a Brain Inteligência Estratégica começaram a fazer esse levantamento. O programa lidera os lançamentos nas regiões Norte (68%) e tem participação de 66% no Sudeste.
O conselho aprovou também a ampliação do prazo máximo de pagamento de 20 para 30 anos nos programas Pró-Moradia, Saneamento Básico, Pró-Transporte e Pró-Cidades, todos financiados com recursos do FGTS.
Fonte: Jornal de Brasília




