
Brasil e Estados Unidos vão se reunir na próxima segunda-feira (31), às 14h30 no horário de Brasília, para negociar as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. O encontro será entre o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, o chamado USTR.
O objetivo do governo brasileiro na reunião é ampliar a lista de exceções à tarifa de 25% cobrada pelos americanos sobre produtos do Brasil. Essa tarifa foi apresentada pelo governo dos EUA como uma "punição" por práticas comerciais consideradas desleais, após uma investigação que envolveu temas como o Pix, o etanol e o desmatamento na Amazônia. Além dessa taxa, o Brasil também está sujeito a uma tarifa de 12,5% aplicada a vários países, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.
Segundo dados do próprio MDIC, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano, o que equivale a US$ 7,4 bilhões considerando os embarques de 2024. Olhando para a pauta exportadora de 2025, esse impacto cai para 15% das vendas aos EUA, o equivalente a US$ 5,8 bilhões.
A reunião foi viabilizada depois de uma ligação do presidente Lula para o presidente Trump, realizada na sexta-feira (21). Os dois conversaram por 1 hora e 20 minutos. Segundo a Secom, Lula pediu que as tarifas fossem retiradas e Trump, de acordo com o governo brasileiro, concordou com a necessidade de manter laços comerciais fortes e propôs que as equipes dos dois países se reunissem o mais rápido possível.
No começo de agosto, os EUA também aceitaram as consultas pedidas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio, a OMC. A China, por sua vez, pediu para participar do processo. Para o ministro Márcio Elias Rosa, o aceite americano foi positivo, já que, nas palavras dele, "eles podiam simplesmente ignorar".
Fonte: Jovem Pan




