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Notícias/POLÍTICA12/09/2026· KF News

Sócio americano da produtora do filme Dark Horse recusa entregar documentos à Polícia Federal

Foto: Divulgação/Jornal de Brasília

Michael Brian Davis, sócio nos Estados Unidos da produtora Go Up, responsável pelo filme "Dark Horse", recusou o pedido da Polícia Federal para entregar voluntariamente documentos sobre as despesas da produção nos EUA. Em e-mail enviado em 2 de setembro à sócia brasileira Karina Gama, Davis afirmou que não autoriza o envio de nenhum documento societário, contábil, fiscal, bancário ou contratual da empresa sem que um juiz norte-americano determine. Ele também pediu que nenhum papel seja compartilhado sem validação prévia dos advogados da empresa nos EUA.

Desde julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições de 2026, é formalmente investigado por ter negociado diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 24 milhões — hoje aproximadamente R$ 122,7 milhões — para financiar o filme baseado na biografia de Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe.

A Polícia Federal pediu em 19 de agosto documentos à sócia brasileira da Go Up, Karina Gama, incluindo faturas, contratos com atores estrangeiros como Jim Caviezel — que interpreta Bolsonaro — e comprovantes de gastos de aproximadamente R$ 54,2 milhões realizados em território americano. Karina chegou a enviar parte dos documentos ao STF, mas também encaminhou a recusa de Davis.

Documentos da PF e da PGR apontam que Flávio era interlocutor direto de Vorcaro nas negociações. O material indica ainda que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente que vive nos EUA, atuava como gestor do dinheiro levantado para o longa. A PF suspeita que parte dos recursos bancou as despesas de Eduardo nos Estados Unidos. Segundo documentos da investigação noticiados pela revista piauí, dos US$ 24 milhões negociados, pelo menos US$ 12,3 milhões — cerca de R$ 62,9 milhões — foram efetivamente pagos. Nesta sexta (11), após parte dos documentos ser revelada, Flávio pediu o fim do sigilo e afirmou que a transparência vai confirmar que "não tem nada de errado em relação ao filme".

Fonte: Jornal de Brasília