
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi a Curitiba neste sábado (12/09) para um comício com aliados e aproveitou para atacar o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, chamando-o de "agiota". Lula disse que Vorcaro "corrompeu muita gente da República" e culpou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela ascensão da instituição financeira, além dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS.
"Em 2019, eles pegaram uma agiota e transformaram num banqueiro. O tal do Banco Master, que tem esse Vorcaro, que corrompeu muita gente da República. Eles tiraram o banqueiro e nós prendemos esse banqueiro. Eles abriram o banco e nós fechamos esse banco", afirmou Lula. O presidente também mencionou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca", dizendo que ele estaria no mesmo prédio que Flávio Bolsonaro.
Curitiba tem um significado especial para Lula: foi lá que ele ficou preso 580 dias na sede da Polícia Federal, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, durante a operação Lava Jato. Ele foi condenado pelo então juiz Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Depois veio uma segunda condenação, pelo sítio em Atibaia (SP). As penas foram posteriormente anuladas pelo STF.
Na sexta-feira (11/09), o ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de mais processos ligados ao Banco Master, incluindo um que apura o financiamento do filme "Dark Horse", sobre Bolsonaro. A investigação aponta Flávio Bolsonaro como o elo com Vorcaro na captação de recursos para a obra, que depois teria sido administrado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, mas Mendonça foi além e incluiu mais 21 processos por conta própria. Também saem do sigilo investigações que envolvem o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-governador do Rio Cláudio Castro, que responde por uma transferência de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência ao Banco Master.
Fonte: Poder360




