
Nathana Lopes Figueiredo estava no apartamento onde Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, foi preso em março deste ano. Segundo a Polícia Federal, ela e Mourão eram moradores do imóvel. No dia 9 de março, seis dias após a prisão e três dias depois da morte de Mourão, Nathana ligou para um delegado da PF dizendo estar "muito abalada" e perguntou se poderia viajar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ela justificou que a viagem era necessária porque sua mãe teria fraturado o pé e pediu para depor por videoconferência após chegar ao país árabe.
O delegado então pediu ao ministro André Mendonça, do STF e relator do caso, que determinasse a apreensão do passaporte de Nathana e proibisse sua saída do Brasil sem autorização da Justiça. Para a polícia, ela seria "testemunha-chave" e a viagem poderia "comprometer a descoberta da verdade real". Mendonça negou o pedido, argumentando que Nathana demonstrou intenção de colaborar ao comunicar a viagem com antecedência.
No momento da prisão, Sicário tentou entregar, de forma dissimulada, um relógio de luxo a Nathana para que não fosse apreendido. Os dois tiveram celulares apreendidos e se recusaram a fornecer as senhas. Mourão morreu depois de se enforcar com a própria camisa na carceragem da PF em Belo Horizonte. A investigação contou com 17 laudos periciais e depoimentos de 17 pessoas, e foi arquivada por Mendonça, que concluiu não ter havido omissão dos policiais federais. A PF aponta que Sicário recebia R$ 1 milhão por mês de Daniel Vorcaro para pagar integrantes do grupo criminoso chamado "Turma", que acessou sistemas internos da PF para buscar investigações sigilosas contra o banqueiro.
Fonte: Jovem Pan




