Enquanto os Estados Unidos se preparavam para sediar a final da Copa do Mundo neste domingo (19), o país intensificou a guerra contra o Irã com um ataque à usina nuclear de Darkhoveyn, no sudoeste iraniano, que ainda estava em fase de construção. O ataque ocorreu na madrugada do domingo, no horário local, e foi confirmado pela Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), que chamou a ação de "terrorista e injustificável" e disse que o local era símbolo da autossuficiência científica do país.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU, informou que está investigando os relatos e que a instalação estava nos estágios iniciais de construção, sem conter material nuclear quando foi visitada pela última vez. O diretor-geral Rafael Grossi pediu moderação militar perto de qualquer local nuclear.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a 8ª onda consecutiva de ataques ao Irã, dizendo ter atingido defesas aéreas, capacidades marítimas e depósitos de mísseis e drones, mas sem mencionar a usina nuclear. Os EUA não se pronunciaram sobre esse ataque específico.
O Irã afirma que 57 pessoas morreram nas novas rodadas de ataques e acusa os americanos de destruir infraestrutura civil, como hospitais e pontes. Em resposta, o Irã realizou ataques "retaliatórios" no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein. O Kuwait informou que unidades de energia e de dessalinização de água foram atingidas pela segunda vez em dois dias. Na Jordânia, três dos quatro mísseis iranianos foram interceptados, e o quarto caiu em área desabitada no sul do país, sem causar vítimas. Ao menos dois militares americanos foram mortos nos ataques deste fim de semana. O Irã também anunciou a interceptação de dois drones americanos MQ-9 Reaper e o bloqueio de quatro embarcações no Estreito de Ormuz.
Fonte: Agencia Brasil




