
A disputa judicial envolvendo Virginia Fonseca, Adriane Galisteu e a Betano ganhou novos capítulos. O autor da ação, Eliudson de Lima Silva, protocolou uma réplica no dia 8 de julho com uma série de pedidos inéditos à Justiça.
O principal deles é que o tribunal determine a exibição do contrato de publicidade entre Adriane Galisteu e a Kaizen Gaming, empresa responsável pela operação da Betano. Eliudson quer saber se a remuneração da apresentadora variava conforme o prejuízo dos apostadores. Segundo ele, se essa previsão for confirmada, a publicidade da plataforma seria abusiva. Ele lembrou ainda que esse tipo de vínculo entre pagamento e perdas dos apostadores já foi discutido publicamente na CPI das Bets.
Na mesma réplica, o autor corrigiu parte da tese inicial: reconheceu que a atividade das bets é legal e regulamentada no Brasil, mas reafirmou que a Betano, Virginia Fonseca e Adriane Galisteu descumpriram regras de publicidade responsável, apresentando apostas como ferramenta de investimento e solução para problemas financeiros.
Eliudson pediu também a realização de perícia médica para comprovar os problemas psiquiátricos que afirma ter desenvolvido por conta das perdas, e perícia de tecnologia para analisar o funcionamento da plataforma. O valor da ação, que começou em R$ 324 mil, foi reduzido para cerca de R$ 118 mil, depois que o próprio autor reconheceu que o montante original não representava o prejuízo comprovado.
A ação foi aberta em junho de 2025. Eliudson afirma que perdeu R$ 56 mil apostando na plataforma após ser influenciado pelas campanhas publicitárias das duas famosas, que apresentavam as apostas como uma forma simples de ganhar dinheiro.
Fonte: Metropoles - Fábia Oliveira




