
Quem tem diploma universitário está em boa posição no mercado de trabalho de São Paulo. Dados do Governo de SP, baseados em levantamentos do IBGE, mostram que o número de trabalhadores graduados cresceu mais de 75% entre 2012 e 2025 no estado. No mesmo período, o total de ocupados em todas as escolaridades avançou apenas 18%.
Em 2025, São Paulo alcançou 7,4 milhões de profissionais com ensino superior no mercado — o maior número dos últimos 13 anos e o maior contingente entre todos os estados brasileiros. Esses trabalhadores representam 30% do total de ocupados no estado, superando a média nacional, que fechou em 24%.
O desemprego entre os graduados também recuou. O número de desocupados com diploma caiu para 240 mil, o menor patamar desde 2014, e a taxa de desemprego do grupo fechou 2025 em 3,1% — bem abaixo dos 5% registrados no estado como um todo.
Em relação ao salário, o diploma continua valendo muito. O rendimento médio mensal dos graduados em SP foi de R$ 7.669, valor 10% acima da média nacional para o mesmo grupo, que foi de R$ 7.001. Comparando com outros níveis de escolaridade dentro do próprio estado, o graduado ganha 156% a mais do que quem tem ensino médio, cujo salário médio é de R$ 2.997, e 220% a mais do que trabalhadores com ensino fundamental, que ganham em média R$ 2.400. O rendimento geral médio no estado, somando todos os níveis, ficou em R$ 4.291 em 2025.
A informalidade entre os graduados paulistas também foi a menor entre todos os graus de instrução: 17,8% em 2025, o índice mais baixo para o grupo desde 2019. A informalidade geral no estado chegou a 29%, e no Brasil como um todo, a média é de 38,1%, contra 19,3% entre os graduados no país.
Fonte: Jovem Pan




