
Estresse e burnout são condições diferentes e exigem cuidados diferentes, segundo a psicóloga Marilda Emmanuel Novaes Lipp, PhD em Psicologia Clínica pela George Washington University.
O estresse está ligado ao excesso: muita demanda, muita pressão, muita responsabilidade. A pessoa sente que, se conseguir descansar ou reduzir o ritmo, a vida pode voltar ao normal. Um fim de semana de descanso, umas férias ou uma pausa no trabalho já ajudam a recuperar as energias.
No burnout, o quadro é mais sério. A pessoa sente que nada vale a pena, que o trabalho perdeu o sentido e que nenhuma mudança é possível. Surge um vazio emocional profundo, acompanhado de desmotivação e desesperança. O que antes era feito com entusiasmo passa a ser vivido com cansaço e distanciamento. E diferente do estresse, a exaustão do burnout não desaparece só com férias ou dias de repouso.
Outro ponto importante é a velocidade de desenvolvimento. O estresse pode aparecer rapidamente, diante de uma pressão intensa. Já o burnout se instala de forma gradual, a pessoa vai perdendo o entusiasmo aos poucos, até sentir que nada pode mudar.
A fase mais grave do estresse, chamada de fase de exaustão, pode apresentar sintomas parecidos com os do burnout, como desgaste físico e emocional intenso e sintomas depressivos. As duas condições também podem aparecer juntas: quem está sob estresse excessivo pode não perceber que o burnout está começando e, ao sentir o desânimo, se força a trabalhar ainda mais, agravando o quadro.
Fonte: Jovem Pan




