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Notícias/POLÍTICA12/09/2026· KF News

Defesa de Flávio Bolsonaro fez 4 pedidos no STF para tirar relatoria do caso Dark Horse de Dino

Foto: Divulgação/Poder360

A defesa de Flávio Bolsonaro tentou, pelo menos 4 vezes, transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça a relatoria das investigações sobre o filme "Dark Horse" no Supremo Tribunal Federal. Os pedidos foram protocolados entre 13 e 29 de julho de 2026 e endereçados tanto ao presidente do STF, Edson Fachin, quanto ao próprio Dino.

O argumento dos advogados era de que Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, já era relator de 5 das 6 ações do mesmo caso. Com isso, a defesa pedia que ele assumisse também o processo que ficou com Dino, indicado pelo presidente Lula. Nos documentos, a equipe jurídica afirmou que houve "manipulação das regras de competência" para criar uma "prevenção artificial" em favor de Dino.

A estratégia não teve sucesso. Em 10 de setembro de 2026, a PF deflagrou a operação Make Up contra 29 pessoas, com autorização justamente de Dino. O caso chegou ao STF por meio da ADPF 854, proposta pela deputada Tabata Amaral. A investigação apura o financiamento do filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A PF identificou um contrato de US$ 24 milhões para a produção, sendo que US$ 12,3 milhões foram transferidos em 2025 para um fundo nos Estados Unidos. O fluxo investigado inclui R$ 2 milhões em emendas do deputado Mario Frias ao Instituto Conhecer Brasil, pagamentos a empresas do grupo e R$ 645,4 mil enviados pelo próprio Frias diretamente à produtora Go Up. A PGR apontou possíveis crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Fonte: Poder360