
O mercado de algodão está em trajetória de sustentação, impulsionado por três fatores principais: maior demanda no Brasil, valorização nas cotações internacionais e incertezas sobre a produção dos Estados Unidos.
No mercado interno, compradores voltaram com mais presença ao mercado spot para repor estoques e cumprir compromissos de curto prazo. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essa movimentação mais ativa tem ajudado a melhorar a dinâmica das negociações. Mesmo assim, a liquidez ainda é limitada, porque ainda há divergências de preço entre compradores e vendedores. Os vendedores estão mais firmes, especialmente quando o assunto são lotes de melhor qualidade. As indústrias, por sua vez, seguem avaliando novas compras com cuidado, diante do ritmo moderado de venda dos produtos manufaturados.
No mercado externo, o contrato de algodão para julho de 2027 na Bolsa de Nova York registrou alta média de 0,56% entre os dias 20 e 24 de julho, encerrando o período cotado a 82,56 centavos de dólar por libra-peso. Na comparação com o mesmo período de junho de 2026, a valorização acumulada chegou a 3,56%, segundo levantamento do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).
O principal motor dessa alta lá fora são as condições climáticas adversas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, que aumentam as preocupações com o potencial produtivo da próxima safra. Além disso, os conflitos envolvendo o Mar Negro e o Oriente Médio também contribuem para elevar a percepção de risco entre os agentes do mercado, dando suporte adicional às cotações internacionais, conforme destaca o Imea.
Para as próximas semanas, o comportamento dos preços vai depender principalmente do equilíbrio entre oferta e demanda global, com atenção especial ao desenvolvimento da safra norte-americana e aos movimentos da economia mundial. Produtores, tradings e indústrias precisam acompanhar de perto esses indicadores, já que fatores climáticos, econômicos e geopolíticos continuam sendo determinantes para a formação dos preços do algodão.
Fonte: Portal Agroneg.




