Rádio Melodia Europa

Notícia

NEWS

Notícias/NEWS29/07/2026· KF News

Defesa de Buzzi pede adiamento de julgamento no STJ marcado para agosto em caso de importunação sexual

Os advogados do ministro Marco Buzzi pediram ao Superior Tribunal de Justiça o adiamento do julgamento marcado para o dia 6 de agosto, que trata de denúncias de importunação sexual contra ele. A defesa, assinada pelos advogados Paulo Emílio Catta Preta de Godoy, Maria Fernanda Saad Ávila, Demétrio Weill Pessôa Ramos e Maíra Costa Fernandes, argumenta que o recesso forense do STJ só termina em 31 de julho, com a maioria dos ministros voltando apenas no dia 3 de agosto. Com isso, restariam somente três dias úteis para realizar os "despachos" com os integrantes do colegiado, o que, segundo a defesa, inviabiliza o exercício pleno do direito de defesa. Eles pedem que a sessão seja transferida para a semana seguinte ou para outra data que caiba melhor na pauta do tribunal. O julgamento foi marcado após a conclusão de uma sindicância aberta internamente no STJ para apurar denúncias de duas mulheres contra o ministro. A Procuradoria-Geral da República, por meio do subprocurador-geral José Adônis de Araújo, pediu a responsabilização de Buzzi. Vale lembrar que não se trata de ação criminal, mas de um processo administrativo que apura a conduta do ministro. Buzzi está afastado do STJ desde 10 de fevereiro. A primeira denúncia partiu de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que ficou hospedada na casa dele em Balneário Camboriú, em janeiro deste ano. Segundo o relato da jovem, no dia 9 de janeiro, enquanto estavam na praia e ela foi tomar banho de mar, Buzzi, que também estava na água e estaria visivelmente excitado, teria tentado agarrá-la três vezes. Depois da primeira acusação, uma servidora do tribunal também afirmou ter sido vítima de crime sexual cometido pelo ministro. Buzzi nega as acusações e sua defesa afirma que a instrução processual vai evidenciar a inocência dele. Além do processo no STJ, o ministro também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal e de investigação no Conselho Nacional de Justiça.

Fonte: Metropoles