
O setor agropecuário brasileiro gerou 22.898 empregos formais em junho de 2026, de acordo com os dados do Novo Caged, divulgados nesta quarta-feira, dia 29, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. No mês, foram registradas 114.801 admissões e 91.903 demissões, resultando em crescimento de 1,2% no estoque de empregos do setor.
Apesar do saldo positivo, o governo reconhece que o resultado indica uma desaceleração. O cenário de juros elevados, menor ritmo da atividade econômica e os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros foram apontados como fatores que influenciaram o mercado de trabalho.
No recorte regional, o Sudeste foi o maior gerador de empregos, com saldo de 16.756 vagas. O Centro-Oeste ficou em segundo lugar, com 6.168 postos, seguido pelo Nordeste, com 3.203 empregos, e o Norte, com 306 vagas. O Sul foi a única região no negativo, com fechamento de 3.508 postos de trabalho no mês.
As atividades que mais contribuíram para o resultado de junho foram o cultivo de cana-de-açúcar, responsável por 5.396 vagas, as atividades de apoio à agricultura, com 4.950 postos, e o cultivo de café, com 4.619 empregos gerados.
No acumulado de janeiro a junho de 2026, a agropecuária soma 40.853 vagas formais. O café lidera o período, com 29.199 empregos, impulsionado pela colheita. As atividades de apoio à agricultura somaram 7.309 postos e o cultivo de maçã respondeu por 2.195 vagas. Segundo o Ministério do Trabalho, os resultados refletem movimentos sazonais do calendário agrícola. Entidades do setor alertam que manter o ritmo de empregos dependerá dos preços agrícolas, do crédito rural e dos efeitos das medidas comerciais internacionais sobre as exportações brasileiras.
Fonte: CNN




