
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, candidato do Partido Novo à Presidência da República, usou a primeira coletiva de imprensa após ter sua candidatura homologada para fazer duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e defender o impeachment de três de seus ministros.
O evento foi a convenção nacional do partido, realizada em Brasília.
Questionado sobre o que faria em relação ao STF se eleito, Zema afirmou que alguns ministros extrapolaram suas funções e disse confiar numa renovação do Senado para que os processos de impeachment avancem. Nas palavras dele: "Estou muito confiante que vamos ter um Senado diferente do atual, que vai levar adiante o impeachment dessas frutas podres que estão lá no Supremo."
Ao ser pressionado sobre quais ministros, ele foi direto: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por estarem envolvidos "até o pescoço com o banqueiro bandido", e Gilmar Mendes por envolvimento com patrocínios de congressos jurídicos.
Além das críticas, Zema apresentou propostas concretas para mudar o STF: quer que ministros sejam indicados apenas a partir dos 60 anos de idade e que o mandato seja limitado a 15 anos. Propôs também substituir a livre indicação do presidente da República por uma lista tríplice elaborada por Senado, OAB, STJ e Ministério Público Federal.
Outra proposta foi o fim das decisões monocráticas em temas de grande impacto nacional, especialmente quando envolvam leis aprovadas pelo Congresso. Ele resumiu assim: "Que seja uma decisão de colegiado e não uma assinatura de um ministro valer mais do que 400 deputados."
Na mesma entrevista, o governador mineiro criticou o governo do presidente Lula, defendeu uma ampla agenda de privatizações, prometeu endurecer o combate ao crime organizado e afirmou que pretende rever a situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, caso vença a eleição.
Fonte: Jovem Pan




