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Notícias/AGRONEGÓCIO27/07/2026· KF News

Banana, mamão e melão sobem com oferta reduzida enquanto laranja, melancia e uva seguem pressionadas no mercado nacional

O mercado brasileiro de frutas fechou a semana entre 20 e 24 de julho com movimentos bem distintos entre as principais culturas acompanhadas pelo Hortifrúti/Cepea. Enquanto banana, mamão, manga palmer e melão subiram de preço por causa da oferta mais curta, laranja, maçã, melancia e uva continuaram sofrendo com estoques altos, consumo fraco ou dificuldades na indústria.

No norte de Santa Catarina, o frio está atrasando o desenvolvimento dos cachos de banana, reduzindo bastante a quantidade disponível no mercado. A banana nanica de primeira qualidade chegou a R$ 1,24/kg, alta de 9%, e a prata foi a R$ 2,27/kg, subindo 5%.

O mamão formosa no Norte do Espírito Santo avançou 24% em uma semana, chegando a R$ 2,49/kg, com menos fruta no mercado pelo encerramento do ciclo produtivo de parte dos pomares. No Oeste da Bahia, onde as frutas têm melhor qualidade, o preço ficou em R$ 2,37/kg. O melão amarelo no Vale do São Francisco subiu 11%, a R$ 1,53/kg, com a safra principal chegando ao fim, previsto para a primeira quinzena de agosto.

A manga palmer superou a tommy tanto no Vale do São Francisco quanto em Livramento de Nossa Senhora (BA). No Vale, a palmer foi negociada a R$ 3,80/kg e a tommy recuou para R$ 3,68/kg. Em Livramento, a palmer atingiu R$ 3,74/kg contra R$ 3,53/kg da tommy.

Do lado negativo, a melancia caiu 4,8% em Uruana (GO), principal referência nacional, chegando a R$ 2,52/kg, por causa do frio e das chuvas no Sudeste. A uva BRS Vitória foi negociada a R$ 3,50/kg no contentor e R$ 7,90/kg embalada, com demanda ainda lenta. A laranja pera para a indústria ficou estável em média de R$ 31,41 por caixa de 40,8 kg, enquanto a maçã Gala graúda categoria 1 fechou a R$ 94,00 por caixa de 18 kg, com leve valorização.

Para agosto, o mercado deve continuar dependendo das condições climáticas, do ritmo da oferta nas regiões produtoras e da retomada do consumo.

Fonte: Portal Agroneg.