
O Tribunal Superior Eleitoral admitiu, nesta sexta-feira (18), uma ação contra o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB. A representação foi protocolada por Flávio Bolsonaro, do PL, e aponta crimes eleitorais durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que aconteceu em 15 de fevereiro deste ano, no primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval carioca. O enredo da escola foi "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", contando a trajetória de Lula desde a infância em Garanhuns, em Pernambuco, até a chegada à Presidência e o retorno ao cargo após a prisão. As acusações são de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. Segundo a ação, a prefeitura do Rio e a Embratur repassaram verba para a Acadêmicos de Niterói após a confirmação do enredo. Os dois órgãos alegaram que o apoio financeiro é dado a todas as escolas de samba. A denúncia cita ainda repasses privados que não teriam sido esclarecidos. A transmissão do desfile em TV aberta e na internet também foi apontada como irregular, por ter dado maior exposição e tempo de campanha antecipada a Lula. Lula acompanhou o evento de um camarote na Sapucaí, junto com o então prefeito do Rio, Eduardo Paes. O ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, aceitou a ação. Lula e Alckmin terão cinco dias, após serem notificados, para apresentar as defesas.
Fonte: CNN




