
O mercado internacional da soja encerrou a semana com cotações próximas da estabilidade na Bolsa de Chicago. O cenário reflete um equilíbrio entre dois movimentos opostos: a pressão provocada pela melhora das condições climáticas nos Estados Unidos e o suporte oferecido pela demanda internacional, principalmente da China.
Os contratos futuros registravam pequenas variações nos primeiros negócios da sexta-feira (31). O vencimento agosto estava a US$ 11,78 por bushel, setembro a US$ 11,71, novembro a US$ 11,87 e janeiro de 2027 a US$ 12,02.
O principal fator de pressão sobre os preços é a chegada de chuvas e temperaturas mais amenas a estados produtores como Iowa, Illinois, Minnesota, Nebraska e Dakota do Sul, justamente durante uma fase decisiva para o enchimento dos grãos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, reduziu de 66% para 63% a fatia das lavouras em condições boas ou excelentes, mas o mercado avalia que as chuvas previstas podem compensar parte das perdas. A produtividade estimada pelo USDA é de 53 bushels por acre.
Os fundos de investimento intensificaram as vendas com esse cenário mais favorável, liquidando cerca de 18 mil contratos futuros de soja, além de 5 mil contratos de farelo e 7 mil de óleo de soja. Na sessão anterior, o contrato agosto fechou a US$ 11,7725, com recuo de 0,06%, e setembro encerrou a US$ 11,7225, queda de 0,32%. O óleo de soja caiu 1,19% e o farelo recuou 0,38%.
Do lado positivo, as exportações americanas da safra 2025/26 somaram 302,3 mil toneladas, acima do esperado. Para a safra 2026/27, as vendas chegaram a 1,333 milhão de toneladas, incluindo 519 mil toneladas para a China. Uma nova venda de 132 mil toneladas para compradores chineses também foi confirmada.
No Brasil, o mercado físico seguiu com ritmo lento. No Rio Grande do Sul, a soja disponível era negociada em torno de R$ 148 por saca no porto de Rio Grande. Em Santa Catarina, as cotações ficaram estáveis, com produtores atentos ao risco de um evento La Niña. No Paraná, o frete de Cascavel até o Porto de Paranaguá gira em torno de R$ 210 por tonelada. Em Mato Grosso, o custo estimado com insumos é de aproximadamente R$ 2.945,40 por hectare, fator que mantém os produtores mais cautelosos nas decisões comerciais.
Fonte: Portal Agroneg.




