
O mercado global de commodities deve enfrentar um segundo semestre marcado por alta volatilidade, segundo o Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX. O estudo foi elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil, com participação de especialistas dos Estados Unidos, China, Reino Unido, Argentina e Paraguai, e é publicado desde 2015.
De acordo com o relatório, os principais fatores de risco para o terceiro trimestre de 2026 são: o fortalecimento do dólar, os conflitos no Oriente Médio, a manutenção de juros elevados nas principais economias e a possibilidade de um evento climático intenso ligado ao El Niño.
No mercado de grãos e oleaginosas, a atenção está nas lavouras de soja e milho nos Estados Unidos, onde as temperaturas elevadas do verão já preocupam o mercado quanto à produtividade. Nos fertilizantes, a retomada das exportações chinesas de ureia e a redução das tensões no Oriente Médio podem beneficiar compradores, mas a recuperação será desigual: nitrogenados seguem com demanda firme, enquanto fosfatados sofrem com restrições de oferta de enxofre.
No setor de energia, a guerra envolvendo o Irã permanece como principal risco para o petróleo, com oferta se recuperando em ritmo lento e demanda sustentada pelo consumo asiático.
Entre as soft commodities, a safra recorde brasileira de café tende a ampliar a oferta e pressionar preços, embora estoques baixos e riscos climáticos funcionem como sustentação. O açúcar tem oferta confortável no Centro-Sul, e o cacau apresenta sinais de maior equilíbrio com a recuperação da produção na África Ocidental.
Nos metais, ouro e prata acompanham as decisões do Federal Reserve, enquanto metais industriais se apoiam na expansão ligada à inteligência artificial e à transição energética, mas podem ser freados por juros altos e desaceleração global.
No câmbio, a diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos tende a favorecer o dólar frente ao real, impactando custos, exportações e preços internos do agronegócio brasileiro. Vitor Andrioli, gerente de Inteligência de Mercado da StoneX, destacou que o fortalecimento do dólar e a perspectiva climática para a safra 2026/27 merecem atenção especial neste trimestre.
Fonte: Portal Agroneg.




