
O PT protocolou duas petições no STF na noite de quarta-feira, dia 9 de setembro de 2026, pedindo a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Os documentos foram encaminhados aos ministros André Mendonça e Flávio Dino, que conduzem apurações em diferentes frentes do caso.
Para o ministro André Mendonça, o PT pediu a abertura de 9 processos. Mendonça conduz a maior parte do caso, incluindo investigações sobre repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, e apurações sobre irregularidades envolvendo o INSS e o Banco Master. Para Flávio Dino, o pedido foi mais enxuto: apenas 4 processos, referentes à prisão de Vorcaro e à compra do Master pelo BRB. Dino investiga conexões entre emendas parlamentares e o banco, incluindo possível desvio para o financiamento do filme de Bolsonaro.
O partido afirma que parte das informações vem a público de forma parcial e fora de contexto, enquanto os autos principais permanecem em sigilo. Chamou isso de "publicidade em mosaico" e avaliou que a situação pode gerar desequilíbrio entre os candidatos na disputa eleitoral. Internamente, o PT associou a atuação de Mendonça à permanência em sigilo de informações que envolvem o senador Flávio Bolsonaro.
No mesmo dia do protocolo, o presidente Lula pediu publicamente a abertura de todos os sigilos do caso e classificou o Banco Master como o maior crime financeiro da história do Brasil. As petições citam como precedente a operação Spoofing, quando o então ministro Ricardo Lewandowski, em 2020, permitiu que a defesa de Lula acessasse mensagens apreendidas que envolviam o exercício de funções públicas. Em ambos os pedidos, o PT ressalvou que dados pessoais de terceiros, diligências em curso e delações premiadas continuariam protegidos mesmo com a abertura dos autos. O 1º turno das eleições está marcado para 4 de outubro, menos de um mês após o protocolo das petições.
Fonte: Poder360




