
Os funcionários da Caixa Econômica Federal estão em greve nacional por tempo indeterminado desde esta quinta-feira, dia 10 de setembro de 2026. A paralisação foi mantida mesmo depois de uma rodada de negociação realizada na quarta-feira, em São Paulo, porque a Caixa não apresentou uma nova proposta naquele encontro. O banco se comprometeu a trazer uma nova oferta na manhã desta quinta.
A Comissão Executiva dos Empregados, a CEE, informou que mais de 90% dos trabalhadores que participaram das assembleias realizadas pelo país rejeitaram a proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho. A coordenadora da CEE/Caixa e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiza Hansen, afirmou que esse resultado deixou claro a insatisfação dos empregados com o que foi proposto pela Caixa. Um dos principais impasses é o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários. Outras reivindicações apresentadas ao banco desde junho também continuam em negociação. A orientação sindical é manter a greve até que uma eventual nova proposta seja submetida às assembleias.
Na quarta-feira, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, Federação Nacional dos Bancos, assinaram a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria para o período de 2026 a 2028, com vigência até 31 de agosto de 2028. O acordo garante a reposição integral do INPC acumulado de setembro de 2025 a agosto de 2026, cujo número será divulgado na sexta-feira, mais um aumento real de 0,6% em 2026. A mesma regra de ganho real vale para 2027. O reajuste se aplica a salários, PLR, vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche. Essa assinatura, porém, não encerrou o impasse específico da Caixa, que segue negociando seu próprio acordo.
No Banco do Brasil, funcionários também realizam paralisações nesta quinta, mas de forma parcial, dependendo das decisões de cada base sindical. Diferente da Caixa, não há greve nacional declarada no BB.
Fonte: Poder360




