
O mercado de arroz em casca está mostrando sinais de recuperação no Rio Grande do Sul. A menor disponibilidade do cereal e a necessidade das indústrias de repor estoques têm empurrado os preços para cima no mercado spot. Mesmo assim, cálculos do Cepea mostram que as margens obtidas pelos produtores em julho ainda ficaram abaixo das registradas no mesmo período de 2025.
Boa parte dos produtores continua de fora das negociações, esperando valores mais atrativos para colocar novos lotes à venda. Do lado das indústrias, o avanço do preço da matéria-prima esbarra na resistência do atacado e do varejo aos reajustes, o que reduz o espaço para pagar mais pelo cereal em casca. Esse descompasso mantém compradores e vendedores em posições diferentes, e os negócios no mercado físico acontecem de forma pontual, só quando há urgência de venda ou de abastecimento industrial.
A distância entre o preço pedido por quem vende e o que os compradores oferecem também limita a liquidez do mercado. Mesmo com fatores que favorecem a alta, o setor segue sem volume suficiente para consolidar uma tendência mais firme de valorização.
Além dos fatores comerciais, as chuvas dificultaram o transporte do arroz em algumas regiões do estado, segundo pesquisadores do Cepea. As precipitações também aumentaram a preocupação com o preparo do solo para a safra 2026/27. Se a umidade continuar, operações importantes para o plantio podem sofrer atrasos, trazendo mais incerteza para o planejamento dos produtores nas próximas semanas.
Fonte: Portal Agroneg.




