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Notícias/AGRONEGÓCIO26/08/2026· KF News

Algodão sobe no Brasil mas recua na Bolsa de Nova York com queda do petróleo

O mercado de algodão registrou movimentos opostos no Brasil e no exterior na terça-feira (25). Aqui dentro, os preços da pluma subiram, mesmo com volume baixo de negócios. A alta foi sustentada pela postura firme dos vendedores em não reduzir os preços pedidos e pelo desempenho recente das cotações internacionais. Compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstraram mais interesse, especialmente por lotes de qualidade superior. Parte das indústrias, porém, segue cautelosa: a dificuldade em repassar o custo mais alto para os produtos fabricados limita a disposição de compra, mantendo os negócios pontuais no mercado físico. Segundo o Cepea, o preço interno passou a operar cerca de 3% abaixo da paridade de exportação, situação não vista desde novembro de 2025. Esse cenário pode fazer com que produtores direcionem mais produto para embarques ao exterior, reduzindo a oferta no mercado doméstico. Em Nova York, os contratos futuros fecharam em queda, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior. O contrato de dezembro de 2026 recuou 0,55%, encerrando a 88,34 cents por libra-peso. Outubro de 2026 caiu 0,46%, para 87,08 cents. Março de 2027 perdeu 0,51%, a 90,23 cents, e maio de 2027 fechou a 91,32 cents, baixa de 0,45%. A queda do petróleo, ligada a sinais de redução das tensões no Oriente Médio após informações de que os Estados Unidos se preparavam para reenviar diplomatas a embaixadas evacuadas, pressionou o algodão, já que o barateamento do petróleo favorece as fibras sintéticas, concorrentes diretas da pluma. Nas lavouras dos EUA, 37% estavam em condições boas ou excelentes, queda de um ponto percentual ante a semana anterior.

Fonte: Portal Agroneg.