
O milho fechou em alta na Bolsa de Chicago após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, informar que apenas 57% das lavouras americanas estavam em condições boas ou excelentes até 23 de agosto. Na semana anterior, esse número era de 60%. As áreas em situação ruim ou muito ruim passaram de 15% para 17%, resultado pior do que o mercado esperava. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o Imea, já havia apontado que o índice de lavouras em boas condições estava 14 pontos percentuais abaixo da temporada anterior.
O contrato de dezembro na CBOT fechou a US$ 5,23½ por bushel, alta de 1,55%. O de março encerrou a US$ 5,38½, também com valorização de 1,55%. Na média semanal do Imea, o contrato corrente alcançou US$ 4,4780 por bushel, avanço de 1,48% na semana. A queda do dólar frente a outras moedas também contribuiu para a alta das commodities americanas.
No Brasil, a B3 teve desempenho misto. O contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 71,70 por saca, com queda de R$ 0,09. Novembro foi a R$ 77,90 e janeiro de 2027 recuou para R$ 81,14. Segundo a TF Agroeconômica, a colheita pressiona os vencimentos mais próximos, mas a retenção de vendas pelos produtores e as perspectivas de exportação seguram quedas maiores.
No mercado físico, as negociações seguem limitadas pela diferença entre vendedores e compradores. No Rio Grande do Sul, os preços variam de R$ 58 a R$ 65, com média estadual de R$ 59,32. Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60, mas compradores oferecem em torno de R$ 55. No Paraná, a colheita chegou a 73% e o preço médio ao produtor foi de R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% ante julho e de 11% ante agosto de 2024. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 50 e R$ 55, com colheita em 80% da área, mas parte interrompida por falta de espaço nos armazéns, dificultando a retirada do cereal das lavouras.
Fonte: Portal Agroneg.




