
A qualidade da próxima safra de soja começa a ser definida muito antes do plantio. Nas áreas destinadas à produção de sementes, os percevejos estão entre as pragas que mais preocupam os produtores, especialmente o percevejo-marrom e o percevejo barriga-verde. Esses insetos atacam as vagens durante o enchimento dos grãos, perfurando e sugando os nutrientes das sementes em formação.
Os danos causados por eles incluem redução da germinação, perda de vigor, deformações nas sementes, falhas no enchimento, diminuição de peso e uniformidade, além de abrir caminho para infecção por fungos. Em casos mais graves, o lote pode perder a certificação e não ser aprovado para comercialização como semente, o que representa prejuízo direto ao produtor.
O engenheiro-agrônomo Kennedy Gonzaga, da empresa ADAMA, explica que as áreas de produção de sementes costumam ser as melhores da propriedade e exigem um manejo mais preciso. Além da produtividade, é obrigatório atender critérios como vigor, germinação, pureza genética e certificação. Por isso, qualquer dano do percevejo representa perda de valor agregado.
O pesquisador Antonio Carlos Alves, doutor em Fitotecnia e coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Multcrop, reforça que os prejuízos muitas vezes não aparecem na aparência externa da semente. O setor utiliza o teste de tetrazólio para detectar lesões nos tecidos embrionários, alterações fisiológicas e comprometimento de estruturas fundamentais para a germinação.
Os especialistas recomendam que o controle seja feito nas fases reprodutivas da soja, antes que os danos se consolidem. A velocidade de ação dos inseticidas também é considerada fator decisivo. Gonzaga menciona a nanotecnologia presente no inseticida Galil® nano, desenvolvida para ampliar a dispersão das partículas nas folhas, aumentar a biodisponibilidade dos ingredientes ativos, acelerar o efeito de choque sobre os percevejos e prolongar a proteção das plantas.
Fonte: Portal Agroneg.




