
O Pentágono fechou um contrato de quase US$ 60 bilhões com a empresa americana Lockheed Martin para aumentar a produção de interceptadores do sistema de defesa aérea Patriot. A informação foi detalhada pelo editor de Internacional Diego Pavão durante a Live CNN desta quinta-feira (30).
Pavão explicou que o problema não é a falta do sistema Patriot em si, já instalado em vários países, mas sim a escassez do míssil interceptador que ele dispara para derrubar projéteis inimigos. Cada unidade custa US$ 4 milhões e leva entre 24 e 30 meses para ser fabricada. Uma vez disparado, o míssil leva no mínimo dois anos para ser reposto no estoque.
A produção atual da Lockheed Martin é de 650 interceptadores por ano — número que o Pentágono considera insatisfatório. A meta é chegar a 2 mil unidades anuais até 2030, mais do que o triplo do ritmo atual. Segundo Pavão, os Estados Unidos têm menos de mil interceptadores em estoque, volume considerado baixo diante da demanda gerada pelos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio.
A Ucrânia, grande usuária do sistema, estuda até produzir o míssil em seu próprio território para não ficar dependente do fornecimento externo. Os componentes do interceptador, como microchips e semicondutores, são fabricados por poucas empresas no mundo, sendo Taiwan apontada como uma das principais produtoras — e a oferta global ainda é insuficiente.
O Patriot usa tecnologia chamada "hit-to-kill": destrói o alvo apenas pelo impacto físico, sem ogiva explosiva, o que evita destroços e danos a civis. O radar do sistema detecta mísseis inimigos a até 150 km de distância e, após calcular a rota do projétil, dispara dois mísseis ao mesmo tempo em no máximo 9 segundos.
Fonte: CNN




