
O consumo nos lares brasileiros fechou o 1º semestre de 2026 com alta acumulada de 2,49%, segundo pesquisa da Abras, a Associação Brasileira de Supermercados, divulgada nesta quinta-feira, dia 30 de julho de 2026. Em comparação com junho de 2025, o indicador subiu 1,86%. Já em relação a maio de 2026, o avanço foi de 0,48%. Os números levam em conta todos os formatos de supermercados e são calculados com base no IPCA, o índice oficial de inflação do IBGE.
O consumo começou o ano de forma mais tímida, mas ganhou força a partir de março. As altas foram de 3,20% em março, 3,17% em abril e 3,93% em maio, sempre comparando com o mesmo mês do ano anterior. Para o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o período revelou um consumidor mais atento e seletivo. "A leitura do período aponta para um comportamento mais planejado, com maior atenção às promoções, comparação de preços e seletividade na composição da cesta", afirmou.
O Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços de uma cesta com 35 produtos de largo consumo, acumulou alta de 6,52% no semestre. A maior parte desse avanço se concentrou entre março e maio. Em junho, a cesta teve leve recuo de 0,28%, fazendo o valor médio cair de R$ 854,91 para R$ 852,54.
Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor ao longo do semestre, o destaque negativo ficou com o feijão, que subiu 52,82%, e o leite longa vida, com alta de 22,09%. Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos: o café torrado e moído caiu 11,49%, o açúcar refinado recuou 10,78%, o óleo de soja baixou 9,24%, a farinha de trigo caiu 4,78%, a massa sêmola de espaguete recuou 0,65% e o arroz teve queda de 0,52%.
Fonte: Poder360




