
O etanol hidratado liderou a queda dos combustíveis em julho, com redução de 2,3% no preço médio nacional, chegando a R$ 4,163 o litro. Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe. O diesel comum caiu 2,1%, o diesel S-10 recuou 1,8%, a gasolina aditivada baixou 0,7% e a gasolina comum teve queda de 0,5%, chegando a R$ 6,693 o litro. O único a subir foi o GNV, com alta de 4,0%, chegando a R$ 4,846 por metro cúbico.
A queda do etanol ampliou sua vantagem histórica sobre a gasolina. Em julho, o litro do etanol correspondeu a 66,7% do preço da gasolina comum, o menor nível registrado em toda a série histórica do Monitor, iniciada em janeiro de 2017. Segundo a Veloe, esse resultado reflete maior oferta doméstica do biocombustível, especialmente nos estados produtores do Centro-Oeste e Sudeste.
Os menores preços do etanol foram registrados em Mato Grosso (R$ 3,847), São Paulo (R$ 3,870), Distrito Federal (R$ 4,073) e Mato Grosso do Sul (R$ 4,140). Para a gasolina comum, o Distrito Federal teve o preço mais baixo (R$ 6,319), seguido por Rio Grande do Sul (R$ 6,364) e Minas Gerais (R$ 6,442).
Apesar das quedas mensais, os combustíveis seguem mais caros em 2026 na comparação com o ano anterior, ainda pressionados pela guerra no Oriente Médio. O diesel S-10 acumula alta de 13,0% no ano e está 13,8% mais caro do que em julho de 2025. Só o etanol vai na contramão, com queda de 7,0% em 2026 e de 2,2% em 12 meses.
Fonte: Poder360




