
O padre Júlio Lancellotti está há oito meses sem fazer publicações ou transmissões ao vivo nas redes sociais. Só no Instagram, ele tem mais de 2,4 milhões de seguidores. A proibição foi anunciada pelo próprio padre no dia 14 de dezembro de 2025, durante a missa de domingo na Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, em São Paulo. Naquele momento, ele lamentou que seria a última vez que o sermão seria compartilhado em uma live. A medida foi imposta pela Arquidiocese de São Paulo, quando ainda era comandada pelo cardeal Dom Odilo Scherer. A reação dos fiéis foi imediata, e muitos interpretaram o silêncio como uma retaliação às posições sociais do padre. Lancellotti é conhecido por defender a inclusão de minorias, dependentes químicos, pessoas transgênero e travestis, posições que contrariaram a ala mais tradicional da Igreja Católica. Ele também lidera a Pastoral do Povo da Rua, uma das maiores iniciativas de atendimento à população em situação de rua da capital paulista. Em paralelo, o padre entrou com uma ação junto ao Ministério Público da Paraíba ao lado de outras duas entidades de proteção às crianças contra a Pixbet, casa de apostas alvo de operação da Polícia Federal. A ação pede o bloqueio de R$ 1 bilhão da plataforma, indenização por danos morais coletivos, mecanismos de verificação de idade e reconhecimento facial, além da suspensão das plataformas de apostas em todo o território nacional.
Fonte: Metropoles - Celebridades




