
O verão de 2026 está sendo o mais quente já registrado na Europa Ocidental. Segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, os meses de junho e julho tiveram temperatura média de 21,62 °C — 2,79 °C acima da média histórica entre 1991 e 2020. Os prejuízos já chegam a centenas de bilhões de euros, segundo economistas e acadêmicos, e a tendência é que os custos subam ainda mais.
A seca está com o nível dos rios Reno e Danúbio, artérias fundamentais para o transporte de cargas na Europa, severamente baixos. Mais de 6 reatores nucleares tiveram operações interrompidas ou reduzidas por dificuldade de resfriamento. O banco ING estima que a paralisação do transporte no Reno vai reduzir o PIB da Alemanha em 0,3 ponto percentual neste ano. Na Hungria, o MBH Bank calcula um impacto de 0,1 ponto percentual no PIB para cada semana em que a maior usina nuclear do país ficar fora de operação.
Na agricultura, culturas como milho e girassol já registraram perdas de 6% a 7% em julho. A seguradora alemã Allianz estima que só a onda de calor de duas semanas de junho vai reduzir o PIB europeu em 0,3 ponto percentual. A Alemanha registrou mais de 10.000 mortes relacionadas ao calor. Para os países do sul — Espanha, França e Itália —, as mudanças climáticas devem cortar de 5% a 7% do crescimento econômico até 2030. A economista Sehrish Usman, da Universidade de Mannheim, alerta que o impacto econômico tende a crescer nos anos seguintes ao evento, não diminuir. A redução anual de receitas tributárias pode chegar a 1,8% na França e a 1,3% na Itália e na Espanha, segundo a Allianz.
Fonte: Poder360




