
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira, 14 de julho de 2026, que os benefícios tributários do país sejam reavaliados todo ano para verificar se ainda fazem sentido diante dos desafios econômicos e sociais do momento. Ele fez a declaração durante o Seminário Brasil Hoje, realizado pelo Esfera.
Durigan disse que o governo deve "otimizar" os incentivos existentes e considerou uma nova rodada de redução linear de 5% ou 10% dos benefícios tributários. Ele lembrou que em 2026 já foi feita uma redução linear de 10% dos benefícios infraconstitucionais e afirmou que repetir esse movimento poderia ampliar a igualdade entre os setores e permitir uma tributação geral menor. "Nós não podemos ter caixa preta em benefício tributário", declarou. O ministro apontou que a revisão deve levar em conta mudanças como digitalização, transformação ecológica e transformação demográfica.
Na área fiscal, Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 prevê o primeiro de uma série de superávits primários recorrentes e que a proposta pode ser melhorada com novas medidas de controle de gastos e revisão de benefícios. Questionado sobre como equilibrar as contas, foi direto: "Reduzir as despesas e rever benefício tributário." Entre aumentar receita ou cortar despesas, disse preferir a segunda opção.
Sobre a reforma tributária, o ministro afirmou que ela já superou a etapa política e entra agora na fase operacional. A prioridade, segundo ele, é evitar novas burocracias para as empresas. "Temos que facilitar a vida, seja do pequeno, seja do grande empresário brasileiro", declarou. Ele disse ainda que a reforma deve ajudar no combate à sonegação e permitir que a alíquota seja a menor possível.
Para justificar o investimento no Brasil em 2027, Durigan elencou três razões: estabilidade institucional, clareza sobre o projeto de desenvolvimento e juros mais baixos. Ele afirmou que o governo vai se comprometer com o necessário do ponto de vista fiscal para que os juros caiam e a economia ganhe mais dinamismo.
Fonte: Poder360




