
Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e presidente estadual do União Brasil em São Paulo, passou mal na manhã deste sábado (19 de setembro de 2026) e pediu atendimento médico antes da audiência de custódia. Ele está recolhido na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
O ex-vereador se entregou à polícia na tarde da sexta-feira (18). Antes disso, chegou a ser tratado como foragido pelas autoridades, que não conseguiam localizá-lo. Sua defesa informou que ele estava viajando e se apresentaria espontaneamente, o que de fato aconteceu.
Leite é investigado por suposta ligação com o PCC. Segundo a polícia, ele seria responsável por operar empresas de transporte público controladas pela facção. Em declaração enviada ao Poder360 na quinta-feira (17), o ex-vereador negou veementemente qualquer relação com o PCC, disse desconhecer integrantes da organização e também negou irregularidades na relação com empresas de ônibus.
A prisão está ligada à Operação Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público do Estado. A investigação apura a infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital paulista. Segundo o MP, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam controladas direta ou indiretamente pela facção. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em cidades como Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
A decisão judicial que autorizou a operação aponta o nome de Leite em diálogos reunidos pelos investigadores. A decisão menciona ainda depoimentos de policiais militares que o apontaram como "dono de fato" da Transwolff, empresa já investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. A Transwolff nega que Leite tenha participação societária ou de gestão na empresa. O União Brasil não respondeu ao Poder360 até o fechamento da reportagem.
Fonte: Poder360




