
O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027, às 9h, o julgamento de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal liderança do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Ele responde como um dos seis réus do processo, acusado de envolvimento na morte de um policial militar e na tentativa de homicídio de outro agente, ocorridas em 12 de maio de 2006, em Jundiaí, no interior de São Paulo.
A decisão foi do juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo. O magistrado apontou Marcola e Júlio César Guedes de Moraes como os responsáveis pelo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio. Os outros quatro réus — Juliano da Silva Dias, Marcos Antonio Roque, Paulo Sérgio Elídio e Marcos Paulo Ferreira Lustosa — também respondem por associação criminosa. O julgamento está previsto para durar três dias, por causa do número de acusados, de testemunhas e da complexidade do processo. Entre as testemunhas a serem ouvidas estão policiais militares e civis que participaram das investigações.
O advogado de Marcola, Bruno Ferullo, informou que a denúncia foi oferecida em 4 de setembro de 2006 e que o julgamento ocorrerá cerca de 21 anos depois dos fatos. Ele destacou que os acusados foram pronunciados em 2009, que em 2019 o processo foi transferido para outra comarca por razões de segurança e que em 2023 a própria Justiça de São Paulo reconheceu o excesso de prazo no caso. A defesa avalia que esse tempo prolongado vai contra a garantia constitucional de um julgamento em prazo razoável. Marcola nega a autoria dos crimes e afirma que vai apresentar sua defesa perante o Tribunal do Júri.
Fonte: Jovem Pan




