
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, que quer uma conversa cara a cara com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O tema central seria a relação entre os dois países e, especialmente, a eleição brasileira de 2026. A declaração foi feita em entrevista aos podcasts "Não Inviabilize" e "As Cunhãs". "Eu quero ter uma conversa tête-à-tête com ele. E vou dizer: não se meta nos negócios do Brasil e, sobretudo, na questão da eleição", afirmou Lula.
Ainda não há data marcada para o encontro. O presidente explicou que agendar uma conversa entre chefes de Estado pode levar semanas. Lula disse que considera Trump alguém com quem consegue conversar de forma "mais séria" e que os dois mantêm uma relação respeitosa quando se encontram.
Mesmo assim, Lula voltou a criticar as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, dizendo que o governo americano usou "inverdades" para justificá-las. Também afirmou que os EUA tentaram enviar representantes ao Brasil, mas o governo brasileiro não concedeu os vistos.
Sobre o novo embaixador americano indicado por Trump, Daniel Perez, Lula disse que o Brasil não tem pressa para conceder o aval, chamado de agrément. Ele questionou: "Se o embaixador dos Estados Unidos é importante no Brasil, por que ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá?" E completou dizendo não ver sentido em acelerar a aprovação a cerca de 45 dias das eleições.
Apesar de todos os atritos, Lula deixou claro que não quer romper as relações com os americanos. "Eu não tenho avião, não tenho navio, eu não quero guerra. Eu quero discutir com seriedade", declarou. Segundo ele, o principal instrumento do Brasil nessa disputa é a narrativa: "Eu vou vencer os Estados Unidos pela narrativa."
Fonte: Poder360




