
A equipe econômica do governo federal informou nesta quinta-feira (24) que ajustou o orçamento para acomodar o reajuste dos benefícios do Bolsa Família. O aumento foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, na semana passada, em meio ao período eleitoral. A informação foi divulgada no relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, pelo Ministério do Planejamento.
Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Já o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777. O custo dessa mudança só em 2025 é de R$ 5,8 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento.
Além disso, a equipe econômica elevou a projeção do rombo nas contas do governo em 2026, que saltou de R$ 52 bilhões para R$ 81 bilhões. Mesmo com esse aumento, o governo prevê contingenciamento de gastos para tentar atingir a meta fiscal. Segundo o Ministério do Planejamento, a folga orçamentária que permitiu o reajuste do Bolsa Família veio da redução na projeção de despesas com Previdência Social, Benefício de Prestação Continuada (BPC), pessoal e subsídios. No balanço final, o cálculo ainda prevê a liberação de R$ 1,9 bilhão para gastos dos ministérios neste ano.
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