
O presidente do STF, Edson Fachin, negou neste sábado, 12 de setembro de 2026, o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que os julgamentos dele e do ministro André Mendonça fossem realizados de forma unificada. Fachin manteve o julgamento de Moraes para a terça-feira, dia 15 de setembro, e marcou uma nova sessão para o dia 23 do mesmo mês para julgar Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo.
Moraes havia enviado um ofício a Fachin pedindo o julgamento conjunto, argumentando que havia "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" caso os dois processos fossem analisados separadamente.
Fachin, porém, explicou que os dois casos têm objetos definidos e podem ser julgados em datas distintas. Segundo ele, o processo de Moraes, chamado de Petição 16.662, já estava liberado para julgamento desde 6 de setembro, com prazo para entrega de informações até a segunda-feira, dia 14. Já o processo de Mendonça, a Petição 16.704, ainda está em fase de instrução preliminar, com parte das informações necessárias sendo entregues somente depois da sessão de terça-feira. Por isso, Fachin concluiu que seria inviável julgar os dois juntos.
Moraes também fez outros pedidos: solicitou o levantamento de "todo e qualquer sigilo" dos procedimentos relacionados à Petição 15.556, que investiga o caso Master, e pediu que todos os magistrados citados nos documentos fossem intimados a prestar informações. Fachin respondeu que as providências sobre os sigilos já foram tomadas, após pedido semelhante apresentado antes pelo ministro Cristiano Zanin. Já sobre a intimação dos magistrados, Fachin disse que o pedido "será oportunamente objeto de apreciação".
Fonte: Poder360




