
Alessandro Antônio Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Apelidado de "italiano" pelos envolvidos na Operação Sem Desconto, ele usava o código "forno" nas conversas com operadores financeiros para indicar o momento de compensar cheques do esquema sem levantar suspeitas.
Entre as empresas de fachada utilizadas para esconder as propinas estavam a Delícia Italiana Pizzas e a To Hire Car Locadora. Nas trocas de mensagens com Cícero Marcelino de Souza Santos, um dos principais operadores da trama, Stefanutto dizia frases como "quando puder usar o forno me avisa" e "reaquecer a pizza, certo?", sempre se referindo à compensação de cheques. A PF identificou dois cheques de R$ 250 mil emitidos pela To Hire Car Locadora, repassados a Anderson Pomini, apontado como laranja do esquema, e ao escritório Sanchez Salvadore Sociedade de Advogados.
Segundo a investigação, após assumir a presidência do INSS, Stefanutto teria passado a receber R$ 250 mil por mês em propina — valores que, de acordo com a PF, "provinham diretamente do escoamento da fraude em massa da Conafer", a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais. Os investigadores apontam que ele teria usado os cargos de procurador-geral e de presidente do INSS para favorecer os interesses dessa entidade. A defesa de Stefanutto informou que não teve acesso ao relatório de indiciamento.
Fonte: Jovem Pan




