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Notícias/NEWS19/09/2026· KF News

Documentos mostram que Lagoinha Global exigia controle total das finanças de suas sedes locais

Foto: Divulgação/Metropoles

Após a revelação de que Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, doou R$ 19 milhões para a Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, onde era pastor e presidente, o líder da Lagoinha Global, André Valadão, foi às redes sociais se defender. Ele afirmou que cada sede tem sua própria estrutura financeira, que a Lagoinha Global não administra contas bancárias das igrejas locais e que não tinha conhecimento do volume movimentado por Zettel. As postagens foram feitas com comentários desativados.

Mas documentos e comunicações internas obtidos pela coluna contradizem essa versão. A Lagoinha Global exigia que cada sede entregasse todas as notas fiscais emitidas, dos aluguéis à compra de material de limpeza, além dos extratos bancários completos e planilhas financeiras do dia a dia. Cada igreja tinha ainda que detalhar o que arrecadou em cada culto, separando o que entrou por cartão de crédito, pix ou dinheiro. Havia multa para quem deixasse de prestar qualquer informação.

Além disso, a prática da Lagoinha era ficar com 15% da receita bruta de cada sede. O repasse devia ser feito logo após cada culto, com base em uma "ata de registro" assinada pelo pastor, pelo tesoureiro e pelo diácono, com contas informadas no Santander e no Itaú.

Valadão disse que Zettel foi afastado de suas atividades pastorais após surgirem informações públicas envolvendo o Banco Master, em novembro do ano passado. Em março deste ano, depois que Vorcaro foi preso, as atividades da Lagoinha Belvedere foram encerradas. A Lagoinha Global foi procurada pela coluna pelo e-mail de sua assessoria, mas não respondeu.

Fonte: Metropoles