
O Republicanos anunciou oficialmente, nesta quarta-feira (29 de julho de 2026), que o senador Cleitinho Azevedo não vai disputar o governo de Minas Gerais. A nota do partido afirma que ele nunca assumiu formalmente a pré-candidatura e que a ausência na convenção estadual "produziu consequências inevitáveis", encerrando a possibilidade de lançá-lo como candidato nas eleições de 2026.
Com a saída de Cleitinho, integrantes do PT ficaram otimistas com as chances do pré-candidato petista, o deputado Patrus Ananias. Uma pesquisa Genial/Quaest já mostrou Patrus empatado em 2º lugar com Alexandre Kalil, do PDT, logo na primeira divulgação de levantamento.
O deputado Paulo Guedes disse ao Poder360 que a situação "favorece" Patrus e que "a direita no estado está meio desorientada". O deputado Miguel Ângelo afirmou que foi uma surpresa o desempenho de Patrus já na primeira pesquisa. O deputado Reginaldo Lopes avalia que, sem Cleitinho, o 2º turno será polarizado entre Patrus e o candidato do bolsonarismo, que ele aponta como Marcelo Aro, do PP, fruto de uma frente entre PL e União-PP.
Já o deputado Rogério Correia disse nas redes sociais que Cleitinho "tomou uma rasteira" ao ser retirado e reforçou os laços de Patrus com o PT e com o presidente Lula. "Patrus é fundador do PT, colega do Lula. Foi prefeito de BH e o ministro que criou o Bolsa Família", declarou.
A decisão do Republicanos veio depois de meses de pressão de PP, União Brasil e PL para que Cleitinho definisse sua candidatura. O senador adiou o anúncio várias vezes, sendo a última por questões pessoais, após a morte do irmão Matheus Azevedo em 18 de julho, uma semana antes da convenção estadual da legenda.
Fonte: Poder360




