
Pesquisadores da Universidade de Saúde Fujita, no Japão, criaram um modelo de coração em laboratório para testar a eficácia de seis medicamentos indicados no tratamento de insuficiência cardíaca, todos ainda em fase de pesquisa. O trabalho foi liderado pelo professor Shugo Tohyama, do Departamento de Medicina Regenerativa Clínica, junto com seu assistente sênior Hidenori Tani.
A equipe usou células-tronco pluripotentes induzidas humanas, as chamadas hiPSCs, para criar tecidos do músculo cardíaco — os cardiomiócitos — em placas de Petri. Esses tecidos foram desenvolvidos em formato 3D, com base em colágeno retirado de coração de porco, além de células de suporte como células epicárdicas, células endoteliais e macrófagos. A pesquisa também usou altos níveis de ácidos graxos e um composto chamado L-NAME no processo de cultivo.
O modelo simula uma condição chamada ICFEp, sigla para Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada, que é uma falha no relaxamento do coração com contração normal. A doença afeta cerca de 30 milhões de pessoas no mundo e ainda conta com poucas opções eficazes de tratamento.
Com esse modelo em mãos, os cientistas testaram seis medicamentos. Apenas a empagliflozina, um remédio antidiabético que inibe o cotransportador de sódio-glicose 2, mostrou resultado, prevenindo parcialmente o desenvolvimento da insuficiência cardíaca diastólica. Os pesquisadores acreditam que o modelo pode ajudar a entender melhor a doença e abrir caminho para novos tratamentos personalizados. O estudo foi publicado na revista Cell Stem Cell em 6 de agosto de 2026.
Fonte: Metropoles




